Dia 19 de Outubro, venha à Corrida do Calaias!

Venha! Correr ou Caminhar.

Corrida do Calaias: 5 KM +/-
Calaias SUB 18: 5KM +/-
Calaias KIDS: 2KM +/-

Caminhada: 5Km +/-

Venha! Mais cedo.

Venha conhecer Ansião.

Estaremos de braços abertos para o receber.

Venha! Ser solidário.

Este é um evento de cariz solidário, revertendo o valor das inscrições para a Missão Quartel, 

dos Bombeiros Voluntários de Ansião.

Mas afinal, o que é a Corrida do Calaias?

A Corrida do Calaias é um evento noturno, urbano, composto por três provas e uma caminhada, onde os participantes terão de enfrentar vários obstáculos, como por exemplo: subir escadas, passar por locais estreitos, correr no interior de edifícios e sujeitarem-se a muitas, muitas surpresas!

A corrida e caminhada, tem um espírito super divertido e um cariz inteiramente solidário!

A organização é dos Ansibikers, Bombeiros Voluntários de Ansião e Município de Ansião.

A lenda do “Calaias”

Já passaram mais de 100 anos da Batalha La Lys onde o “Calais” o mendigo de Ansião, homem natural das Louriceiras de Santo António da freguesia de Santiago da Guarda, serviu na 1ª Guerra em França e de onde regressou “avariado das ideias”, cheio de traumas, transtornado e com medos provocados por tudo o que por lá viveu e viu na linha de combate e nas trincheiras, difícil foi ambientar-se de novo no voltar a casa, tão pouco a conviver com os familiares…

Homem de cariz solitário, decide procurar refúgio ermita longe de tudo e de todos nas grutas onde teriam vivido as moiras nos Poios, em frente ao Nabão, na antiga estrada que liga Ansião ao Marquinho. 

Quem o via diz que subia por uns altos paus em jeito de escada, até levava um cântaro com água do rio às costas para dentro da gruta, onde se acoitava, e fazia fogueira.

Hoje a altura do penhasco dá a sensação de ser mais alta porque desterroaram bastante o morro no sopé da escarpa. 

Na costa do serrado da Mata da Mulher, onde as grutas se localizam na arriba abrupta, não deixa de ser curioso o nome, talvez influência da lenda das moiras…

Ti Eufrofina do Carvalhal, carinhosamente tratada por “Porfina” pelos cachopos, ao andar a pastorear o gado nesta sua propriedade, dizia que via o “Calais” na borda da ribeira, espiador, ao sol. 

Aos buracos da escarpa alta ainda hoje se chama o Buraco do Calais. Muita gente pronuncia ainda, até nós, Calaias… 

Porque razão tinha alcunha de Calais, quando na verdade se chamava Manuel Teixeira? E parece assinava por Manuel Calais.

Foi soldado raso na Batalha de La Lys que se travou entre 9 e 29 de abril de 1918 no vale da ribeira da La Lys na região da Flandres na Bélgica.

As tropas portuguesas, em apenas quatro horas de batalha, perderam cerca de 7500 homens, a 2ª Divisão foi completamente desbaratada, sacrificando-se nela muitas vidas, entre os mortos, feridos, desaparecidos e capturados como prisioneiros de guerra, ou seja, mais de um terço dos efetivos, entre os quais 327 oficiais.

Esta batalha viria a marcar negativamente a participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial porque os exércitos alemães provocaram uma estrondosa derrota às tropas portuguesas, constituindo a maior catástrofe militar em Portugal depois da batalha de Alcácer-Quibir em 1558.

A moral do exército português era tão baixa que houve insubordinações, deserção e suicídios.

A frente de combate distribuía-se numa extensa linha de 55 quilómetros, comandada pelo general Gomes da Costa.

A ofensiva alemã ficou designada por “Georgette” visava a tomada de Calais. 

Ora aqui reside o busílis, a forte probabilidade deste nome, que de algum modo gravou em memória, e quis perpetuar para si, por e ser salvo, por isso se apoderou dele?

No meio do caos no campo de batalha, distinguiram-se vários homens, anónimos, na sua maior parte. Porém, um nome ficou para a História, deturpado, mas sempiterno: O soldado Milhões.

De seu verdadeiro nome Aníbal Milhais, natural de Valongo, em Murça, viu-se sozinho na sua trincheira, apenas munido da sua “menina” -, uma metralhadora Lewis, conhecida entre os combatentes lusos como a Luísa

Munido da coragem que só no campo de batalha é possível, enfrentou sozinho as colunas alemãs que se atravessaram no seu caminho, o que em último caso permitiu a retirada de vários soldados portugueses e britânicos para as posições defensivas da retaguarda. 

Vagueando pelas trincheiras e campos, ora de ninguém, ora ocupados pelos alemães, o soldado Milhões continuou ainda a fazer fogo esporádico, para o qual se valeu de cunhetes de balas, que foi encontrando pelo caminho. 

Quatro dias depois do início da batalha, encontrou um major escocês, salvando-o de morrer afogado num pântano. 

Foi este médico, para sempre agradecido, que deu conta ao exército aliado dos feitos do soldado transmontano.

Regressado a um acampamento português, um comandante saudou-o, dizendo o que ficaria para a História de Portugal como “Tu és Milhais, mas vales Milhões!”

Foi o único soldado raso português da Primeira Grande Guerra a ser condecorado com o Colar da Ordem da Torre e Espada, a mais alta condecoração existente no país.

A sorte deste soldado Milhões foi ter salvado um médico, sendo instruído, e agradecido o mencionou a quem de direito para o agraciar.

Já do nosso Calais, sobrevivente, nada sabemos se desertou da guerra, ou se foi herói, na pouca sorte de não ter tido delator à altura no testemunho do feito, como o Milhões…Sendo que se questiona o mote de voltar a França, ao que se conta, por medo de outra guerra igual à que viveu também acontecer por cá, ou quem sabe fatal remorso, tomando conta dele desatou na fuga a penantes…Por terras de França foi capturado e repatriado, nunca mais quis morar nas Louriceiras, diziam que falava umas palavras de francês…

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